ARCANO
em defesa das espadas regentes
Então galera! Esta é a nossa nova aventura. Trata-se de um arcano que surgiu de época distante a fim de defender as Espadas Regentes das mãos erradas. Na verdade, a época vivida neste conto não é a atual, mas uma época bem secular. Esse objetivo, de caçar e proteger as espadas, trará sérias consequências e tornaram a vida de nosso andarilho arcano em uma verdadeira aventura sem limites. A partir de agora, você embarca nessa série
Capítulo 1
O ponto comum de cinco destinos
Argos é um andarilho que vagueia de Norte a Sul ganhando a vida como mercante, junto com seu fiel cavalo, Dimas, que carrega nas costas a micro-empresa de Argos. Produtos raros, genuínos, de lugares distantes...
Argos não tornou-se rico, mas sobrevive, e muito bem, com o dinheiro ganho com as mercadorias. Em sua ultima paragem no faroeste, onde está agora, ele aconchega Dimas frente ao bar e entre para refrescar a memória naquele deserto ensolarado que ardia e rachava a pele.
Argos - Um pouco de bebida!
O ato de tacar uma pequena sacola com algumas moedas de ouro mostravam que o sujeito não estava afim de brincadeira. Argos observa ao redor outros valentões que bebiam, jogavam ou se divertiam com as mulheres, quando se aproxima uma dançarina francesa, chamada Sophie.
Sophie - Então... Vai querer o que?
Argos - Sossego.
Sophie - Não quer que eu faça nada?
Argos - Quero...
Ela já se preparava deslizando sua mão sobre o atlético corpo de peregrino.
Sophie - Diga! Não tenha medo.
Argos se levanta e se retira
Argos - Que você cale a boca e me deixe em paz!
Sophie o impede de prosseguir segurando sua mão
Sophie - Fica um pouco mais
Argos - Me solta.
Sophie - espera! Eu faço uma massagem... Ou qualquer outra coisa!
Argos - Mas será possível?! É errado procurar um pouco de sossego por aqui? Já mandei me deixar o... Rapariga!
Sophie - Rapariga?! Escute aqui seu valentão... Ta certo que trabalho com homens, mas ainda tenho dignidade viu!
Argos - Dá pra ver a dignidade... Olha só você! Jogando sua jovem vida fora num bar com esses velhos bêbados que te dão umas esmolas em troca do seu corpo! Tudo isso a troco de que?! Ah, sim! Tudo por uma mísera noite de prazer!!!
O bar se silenciou por alguns segundos...
Sophie - Eu... Não...
Ela se retira com lágrimas nos olhos e sobe a escada. Os olhares se voltam para Argos que, instantaneamente, retirou-se para prosseguir na viagem. Ao chegar do lado de fora, deparou-se com uma bela dama que usava trajes nada femininos. Com um ar de susto, Argos olha dos pés a cabeça a estranha que parecia aguardá-lo. Botas sujas, calça preta florida e colada, a jaqueta de couro preta fechada, o chapéu visívelmente de couro legítimo segurando seu charuto, portando uma expressão nada amigável. Com voz pouco trêmula, mas sem medo algum, Argos lhe interroga.
Argos - Posso ajudar?
??? - Vende munição?
Argos - Claro! De onde quer?
??? - O que disse?
Argos - De qual província?
??? - Esta. Quero um conjunto de cem.
Argos - Não acha pouco?
??? - Não costumo errar os tiros.
Ele a entrega. Ela armazena sua munição no cavalo e o monta.
??? - Belo cavalo!
Argos - Caçadora?
??? - Viajante... Nativo?
Argos - De passagem. Pra onde vai agora?
??? - Agora vou descansar no hotel à Oeste. Mas amanhã vou para a cidade. E você?
Argos - Sabe, minha vida é baseada em vaguear por aí fazendo meus negócios. E você?
??? - Na verdade eu descobri uma coisa e vim conferir.
Argos - Do que se trata?
??? - Desculpe. Mas não vou dizer para um estranho! Adíos caballero
Argos - Espera! Podíamos ir juntos já que não temos direção. O que acha?
??? - Insano! Bem, vou nessa. Adíos caballero.
Argos - Ei! Vá com calma. Pelo menos diga-me sua graça!
??? - Linguagem tanto forasteira. Mas meu nome é Sarah.
Argos - Sarah? Posso lhe acompanhar?
Sarah - Não costumo viajar acompanhada. Mas boa sorte em seus planos.
Sarah corre com seu cavalo a toda velocidade.
Argos - É... Dimas! Como a vida é bela. E tem horas que é mais.
Ele monta em Dimas.
Argos - "Vamo que vamo"!
Argos e Dimas correm para o hotel do Oeste.
À noite no hotel...
Argos estava deitado em sua cama olhando a chuva deslizar pela janela, quando uma louca vontade lhe toma posse: Procurar o quarto de Sarah! Ele se levanta, abre a porta com cautela e sai. Sorrateiramente, olha nos buracos da fechadura das portas, quando se aproximou demais da porta e seu nariz a abriu. Ele se assusta, pois não sabia que uma porta estava aberta! Já ia fechando-a, quando percebeu as roupas de Sarah que estavam sob a cama. Aos poucos, abria a porta até que entrou, mas deixou-a aberta. Ele mexia em suas coisas, quando Sarah lhe pegou por trás e o imobilizou.
Sarah - O que você quer?
Argos - Calma! Só queria te ver...
Sarah - Pega suas coisas e sai imediatamente daqui!
Argos - Escuta, o que te fez pensar que sou um ladrão?
Sarah - O fato de uma dama estar em busca de sua herança e um homem não sair de seu pé!
Ela o solta
Argos - Então... É uma herança né?
Sarah - Não! De onde tirou essa ideia?
Argos aponta e diz:
Argos - Você disse.
Ela estende sua arma para ele
Argos - Ei... Vai com calma!
Sarah - Me dê uma simples razão pra eu não acabar com você!
Argos - O Dimas! Você gostou dele né?
Sarah - É... Mas não me convenceu!
Argos - Espera aí... Achei que tivesse gostado dele.
Sarah - Dele. Não de você!
Argos - Mas ele precisa de mim!
Ela abaixa a arma
Sarah - Que situação humilhante para um homem, não acha? Implorar a vida por um simples cavalo!
Argos - Ele não é um simples cavalo! Eu cresci com ele sabia?
Sarah - Já chega! Eu preciso descansar... Vá embora!
Argos - Desculpe... Eu só queria ver seu rosto outra vez. Nem que fosse a última!
Sarah - Comovente...!
Tudo se silencia enquanto ele se retirava. Quando ia fechar a porta...
Sarah - Ei!
Argos - ...?
Sarah - Belo físico!
Ele sorri.
Sarah - Agora vai!
Argos vai em direção à seu quarto. Ao chegar, uma surpresa pouco agradável para ele o assusta: Sophie estava lá, secando-se com sua toalha.
Sophie - Olá! Lá fora está uma chuva terrível! Acho melhor se agasalhar bem!
Argos - Mas o que...? O que...? O que pensa que está fazendo? O que você está fazendo aqui? Como chegou até aqui? Por que está aqui?!
Sophie - Bom, eu preciso de um lugar para ficar, agora que estou desempregada.
Argos - Saiu do trabalho?
Sophie - Graças a você! Obrigada. Você me ajudou a pensar no que eu estava fazendo da minha vida. E... Eu queria ficar com você. Viajar com você... Viver com você!
Argos - Enlouqueceu?! Quer casar não?
Sophie - Eu iria fazer esta proposta, mas acho que você não aceitaria... Então resolvi ficar quieta!
Argos - Eu não sei o que você tem na cabeça, mas saia do meu quarto!
Sophie - Espera! Eu posso ser sua companheira de viagem! Posso ser sua serva, sua empregada... Qualquer coisa! Eu presto serviços em troca de viver com você!
Argos - Que tipos de serviços?
Sophie - Qualquer um...
Argos - Até aqueles que costuma fazer?
Sophie - Bem, eu havia pensado em limpar a mercadoria, fazer o fechamento do mês, lavar suas roupas... Mas se quiser, também posso fazer estes...
Argos - Ah... Faça-me o favor! Saia já daqui!
Sophie - Mas...
Argos - Saia...! Ande, saia!!!
Sophie - Por favor... Eu...
Argos a pega pelo braço e a taca para fora do quarto.
Sophie - Isto é injustiça! Eu vou prestar serviços grátis! Por favor! Vai me deixar aqui?! Nesse frio?
Argos abre a porta e taca um cobertor.
Sophie - Abre já essa porta! Não pode fazer isso comigo!
??? - Ei! Eu acordo cedo amanhã!
Sophie - Desculpe...
Ela se envolve no cobertor e vai dormir no canto. Na manhã seguinte... Argos acorda e faz sua higiene pessoal. Veste uma roupa e olha pela janela. Nota que o cavalo de Sarah ainda estava lá. Por isso resolveu ter menos pressa para ir embora. Foi até a padaria para comprar pães... Lá enquanto estava no balcão fazendo seu pedido, encontrou um rapaz com vestes finas e com algo pendurado em sua cintura. O estanho não lhe tirava os olhos. Argos o encara. Faz seu pedido e segue para fora encarando o estanho. Lá fora ele começa a rir loucamente. Quando chegou, foi até o quarto de sara para lhe oferecer um pão. Mas o quarto já estava vazio.
Sophie - Ela não está aí!
Argos - E pra onde foi?
Sophie - Não vou dizer nada! Você não me abrigou esta noite e estou morrendo de fome!
Argos - Anda logo! Não estou com o seu tempo.
Sophie - Quem pode dizer algo depois de uma noite mal dormida e com a barriga vazia?
Argos taca seu saco de pão em cima de Sophie.
Argos - Agora fale... Faminta!
Sophie - Vai pagar caro por debochar e se aproveitar de uma alma necessitada! Ela foi embora! Não reparou quando pegou os cavalos?
Argos - Não... O que há com cavalos?
Sophie - Olhe com seus olhos...
Quando Argos foi olhar, notou que, estrategicamente, Sarah havia trocado as bagagens de seu cavalo com Dimas, deixando o seu, com a bagagem de Arogs, e fugindo com Dimas que carregava suas bagagens. Apavorado, ele dispara atrás da estrategista gatuna, que havia levado seu bem mais precisoso: Um simples cavalo pangaré! Argos corre em direção à rua onde estava o cavalo de Sarah. Atrás, corria Sophie, implorando que seu salvador esperasse por ela. Sem piedade, ele corria a toda velocidade, deixando a pobre agradecida rastejando pelas ruas empoeiradas sujando suas vestes.
Para a sorte de Argos, ainda era possível ver as evidencias das pegadas que ele reconhecia de longe. Ele olhava fixamente os rastros que seguia e, quando olhou para frente, pode avistar um ponto preto que andava tranquilamente no deserto, o que julgava ser Sarah. Neste instante, a alegria e a emoção tomou posse de si. Se pudesse, ele escolheria voar com um foguete até a ladra de companheiros, mas o máximo que podia fazer era fazer com que o cavalo corresse ao máximo. Quando chegou a um atalho para a cidade mais próxima: Um desfiladeiro no meio do nada, cercado por dois enormes paredões de pedra e por bandidos, que não demoraram para se mostrar. Desesperado, ele batia no pobre cavalo que, com suas patas já calejadas, retardava a corrida e os bandidos se aproximavam. Até que, sem forças, desistiu no meio do caminho e parou. Angustiado, ele corre e escala as montanhas de pedra. Sarah, que parecia estar distraída, vagueava numa velocidade sem pressa. Simetricamente perto de Sarah, Argos olha para trás e vê os bandidos com suas armas apontadas para Sarah, pois, provavelmente, queriam o cavalo e tudo o que havia com ele. Num salto nada certeiro, ele pula em cima dela e, ao invés de agarra-la e derruba-la, ele atravessa por cima do cavalo e dá uma pernada no rosto da gatuna desatenta. Ambos caem no chão, enquanto os bandidos riam, pois nem passava por sua cabeça atirar na bela viajante. Enquanto o super herói desastrado comete uma vergonha dessas! Mas o momento da graça já havia acabado. Eles se aproximavam lentamente numa tentativa de intimida-los, enquanto o "peito de aço" apanhava da vítima de seu golpe. Quando se deram conta, estavam cercados por sete bandidos armados. Numa fileira de três cavalos com dois bandidos cada e o líder, Rico. Grave esse nome, pois ele aparecerá mais vezes.
Rico - O que os pombinhos tem em suas malas?
Argos - Nada!
Rico - Deixe eu dar uma olhada?
Argos - Acho que não...
Sarah - Argos, é melhor sossegar... Já cometeu desastres demais por hoje!
Rico - Cuidado rapazes: Ele é valente! E a donzela? Qual é a sua graça?
Sarah - Mas que mania de danificar nossa rica linguagem heim...?!
Rico se dirige a ela e a pega pelos braços.
Rico - No ponto! Daria uma ótima pistoleira nesse deserto!
Sarah - É? Pena que não sou pro seu bico...
Rico tenta beija-la a força.
Rico - Mas pode ser
Sarah - Me solta!!!
Valente, Argos mais uma vez tenta bancar o herói, partindo para cima de Rico, mas é impedido por seus servos, que lhe dão uma rasteira com o longo cano de sua espingarda. Ele cai no chão e é ameaçado pela espingarda que era posta contra seu peito. Agora, a donzela indefesa era seduzida enquanto o apaixonado protetor era mantido caído naquela estrada empoeirada. De trás dos cavalos, surge a sombra daquele ser estranho que encarava Argos na padaria. Aquele "troço" preso em seu cinto foi pego (Parecido com uma lanterna) e dali sai uma lâmina feita de luz. Com aquilo, ele intimida os bandidos, que descem do cavalo, e começa sua luta. Os salteadores apontavam suas armas para o estranho cavaleiro que, rapidamente repeli uma por uma as espingardas prontas para atirar, com sua espada. Agora todos largam suas armas e partem para cima dele que desviava dos golpes e revidava, fazendo todos caírem ao chão. Enquanto isso, Argos e Sarah preparavam-se para fugir. Depois de algum tempo não muito grande, os bandidos desistem e voltam para seu acampamento. Já montados no cavalo, Argos olha para trás e vê o seu herói parado, olhando para ele. Ele desmonta do cavalo com Sarah e ambos vão em direção ao homem.
Argos - Obrigado!
Sarah - Por que fez isso?
??? - Eu preciso de vocês vivos!
Argos - Do que está dizendo?
??? - Vocês tem algo que me interessa muito.
Argos - Por que não falou antes? É comerciante, Sarah! Eu vou buscar as mercadorias com o Dimas.
Sarah - Espera! Ele não é comerciante. Qual comerciante em sã consciência faria isso por negócio?
??? - Tem razão! Eu não sou comerciante.
Argos - Espera um pouco. Vamos com calma! Meu nome é Argos. Oi!
Sarah - Sarah. Prazer!
??? - Axl*
* Pronuncia-se "Ékssél"
Argos - Então, Axl, acho melhor irmos para um lugar seguro onde poderemos conversar com calma.
Os viajantes foram para um local mais seguro, pouco longe, quase na fronteira do deserto com uma floresta. Naquela região, o calor não era intenso. Mesmo porque estavam sob uma grande cedro.
Sarah - Então, agora já podemos conversar. Quem é você e o que você quer?
Axl - Eu vim de um lugar mágico e distante.
Sarah - Certo, mas quem é vc?
Axl - Eu sou um arcano.
Sarah - Um mago?!
Axl - Sim.
Argos - Conte-nos um pouco mais de você.
Axl - Eu nasci em meio a guerra. A floresta onde meu provo vivia foi atacada por soldados fortemente armados. Vivíamos em um grande acampamento, o que nos mantinha vivos. Alguns fugiram, outros foram mortos e outros foram presos. Um velho sábio, que conhecemos como "Sábio", foi um dos únicos vivos. Ele abrigava as crianças órfãs. Era muito amigo dos meus pais. Um dia, meus pais saíram em busca de lenha pois nossa casa estava em construção. Uma terrível fera de dentes afiados e que cuspia fogo, mas não era dragão, os atacou e os levou para o ninho. Mas ainda acho que estão vivos. Sábio me adotou e me levou para sua casa, junto aos outros. Naquele "abrigo" ele ensinava nossa cultura para as crianças e ensinou-nos a ser magos. Fiz amizade com Hele. Ela queria ser tecnomaga, mas não tinha muita vocação. Com o tempo, descobri que nossa vila era um lugar mágico onde seus nativos eram arcanos, alquimistas ou coisas do tipo, que, agora, eramos nós. Aprendemos a entrar em completo contato físico, mental e espiritual com a natureza: A fonte do nosso poder! Ao décimo quinto aniversário, cada um de nós tivera a escolha da formação: Sacerdote: os magos. Tecnomágo: Os peritos em tecnologia. Arcanos: Os materializadores e os Sábios: Os mestres. Eu escolhi ser um arcano. Anos depois, já formados, fomos encarregados de ser os guardiões do tempo. Cada um teria o seu. Deveríamos servir a nossos deuses e impedir a Colisão: A guerra dos deuses. Cada templo possuía seu próprio deus, seu próprio servo, seu próprio templário e seu próprio guardião. Em meu templo, haviam sete espadas sagradas. As Espadas Regentes. Elas mantinham o equilíbrio, a santidade e o poder do meu templo e de mim. Pois antes de ser guardião, teríamos de fazer um juramento: Proteger o templo com nosso coração. Se algo acontece com o templo, acontecerá conosco. Quando as sete Regentes foram roubadas, os sete espíritos guardiões anciãos foram retirados e meus poderes foram limitados. Creio que você tem a primeira espada. Devolva-a e estará tudo bem. Eu volto para o templo e vocês continuam em suas jornadas.
Sarah - Nossa! Que aventura...
Argos - Eu adoraria te ajudar, mas a espada não está comigo!
Axl - Está em seu cavalo. Posso sentir a energia!
Enquanto conversavam, um galho se quebra atrás deles.
Axl - O que foi isso?
Todos já se preparavam segurando suas armas e olhando para trás.
Sarah -- Saia já daí e estará tudo bem.
Quando uma voz surge
??? - Não atirem! Eu saio. Calma...
De trás da árvore, sai Sophie.
Sophie - Eu segui os passos de Argos e cheguei até aqui.
Argos - O que?! Garota, você não se toca não? Não lembro de ter te convidado.
Sophie - Calma Argos... Eu só vim...
Argos - E já está indo... Certo?
Sophie - Mas eu só queria...
Argos - Vaza!
Sophie - "Peraí"...
Argos - Sai!
Sophie - Argos, eu...
Argos aponta sua arma para ela.
Argos - Me dê um bom motivo pra não atirar nessa linda cara.
Sophie - Calma. Eu não sou bandida. Eu só queria...
Ela abaixa a cabeça e suspira.
Sophie - Quer saber...? Deixa pra lá! Isso não tem futuro...
Argos - Isso... Agora volta pro teu bordel que é a melhor coisa que você faz!
Sarah - Pega leve Argos.
Argos - Cala a boca Sarah que com essa aqui eu me entendo!
Sarah - Eu posso falar com ela.
Sarah se levanta e vai até Sophie.
Sarah - Eu sou Sarah. Prazer! Qual o seu nome?
Sophie - Sophie.
Sarah - Olhe, nós vivemos uma vida insana nesse faroeste. Você é jovem, bonita e delicada. É uma flor! O faroeste tem bandidos, ladrões e trapaceiros. Não é lugar para você! O que esse brutamontes quis dizer é que esse tipo de cenário é arriscado pra damas. Por que não volta para a cidade e se casa com um homem que te mereça? Apesar de você ser apaixonada pelo Argos, ele não te merece! Ele é um cafajeste, vai por mim. Agora, tira esse olhar triste dessa cara linda e vai para a cidade! Eu te levo até a estrada e espero uma carona chegar.
Sophie - Tudo bem! Agora?
Sarah - Sim! Vamos, eu te levo.
Axl - Não! ela deve ficar...
Argos - É o que, heim?!
Axl - Eu sinto que ela deve ficar. É o destino! Os espíritos dizem!
Argos - Não... Vai com calma! Sr.s Espíritos, Vossa Excelência, Majestade, Alteza tem certeza que o destino está certo?
Axl - Eles dizem que sim... Eu preciso de todos vocês... Sophie é o sacrifício!
Sophie - Sacrifício?! Como assim? Eu vou morrer? Sarah, ainda podemos ir?
Sarah - Se quiser...
Argos - E se não quiser também.
Sophie - Para! Acabou! Eu não sou seu tapete Argos. Eu sou um ser vivo! Tenho sentimentos! Se você não quer nada comigo, tudo bem! Agora, eu vou com vocês queira você ou não. E se você ficar pisando em mim... Vai ter sérias consequências...
Tudo ficou em silêncio. O ar de Argos parecia ter sido tirado. Ninguém falava absolutamente NADA! Quando uma voz surge e quebra o gelo.
Axl - Ok! Já que está tudo resolvido, vamos pegar a espada que está com vocês e vamos ao templo.
Argos - T.. Tá... Eu vou pegar ela no Dimas...
Argos não parava de olhar Sophie que, outrora, era uma dama ingênua. Depois que eles pegaram a primeira espada que estava com Argos, a Espada da Glória, Argos, Axl, Sarah, Sophie e Dimas, os cinco destinos traçados, conforme a profecia, foram para o templo, mas a aventura, ainda nem havia começado!
No próximo capítulo de Arcano (A primeira Espada: A Espada da Glória)...
Assim que o quinteto chegou no templo, entregaram a espada. O Espírito Guardião Ancião da Glória foi liberto e contou tudo o que deviam fazer. A primeira parte da profecia foi lida então, a aventura começou...
JF

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